BOLETIM DO FINDE – nº 5

Edição de mai/ago de 2021, v. 2, n. 2.
“Após mais de um ano da chegada da pandemia do covid-19 no Brasil, a vacinação, embora muito lenta, permite vislumbrarmos uma redução paulatina das medidas de restrição de circulação. Consequentemente, entra no horizonte a possibilidade de uma recuperação econômica depois da forte retração de 2020. Vale notar que quando se fala em retomada, a referência deveria ser os anos 2015-16. Mesmo antes da pandemia, a economia ainda não havia retomado os níveis de renda vigentes antes da recessão daquele biênio e isso não se deve ao acaso. A pergunta é: o fim ou pelo menos a flexibilização das medidas de afastamento social, permitirão crescimento consistente da economia?
O quinto boletim do Grupo de Pesquisa em Financeirização e Desenvolvimento (Finde) – “O Brasil pós pandemia e os desafios ao desenvolvimento: a quem interessa o Estado mínimo?” aponta, infelizmente, para uma resposta negativa. A erosão das bases democráticas e o descaso com centenas de milhares de vidas e dezenas de milhões de infectados são tolerados em nome das reformas liberais, uma panaceia que se mostra cada vez mais um engodo. O processo de desmonte do Estado, em curso desde 2016, longe de colocar o setor privado como agente indutor do desenvolvimento, apenas reduziu a capacidade do setor público de implementar políticas públicas, proteger os vulneráveis e reagir a situações adversas como a pandemia. Em suma, o Estado mínimo que vem sendo implementado no país não dá quaisquer sinais de ser capaz de promover melhoras nas condições de vida da população, tampouco de construir bases sólidas para o desenvolvimento sustentável.”
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